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Dia de Finados: a saudade de quem se foi e a fé na vida eterna

Com a vida que vivemos agora aqui no mundo, preparamos a eternidade que nos espera

Em 2 de novembro, Dia de Finados, comemoramos os fiéis defuntos, entre eles, nossos entes queridos falecidos. Veneramos a memória de quem nos precedeu na eternidade, na vida nova que começa após a morte: a sobrevivência do homem na eternidade. O falecimento de um familiar cria uma situação especial, um momento de dor, luto e saudade pelo falecido.

Afloram à nossa mente as doces lembranças daquilo que ele foi para nós, fez por nós, suas últimas palavras de despedida, os exemplos de fé e vida cristã que deixou, nos marcaram profundamente. Somos irmãos na fé, partilhamos dos mesmos sentimentos de luto pelo falecimento do familiar, e na solidariedade cristã, nossa presença amiga no velório, nosso abraço silencioso acompanhado de uma prece confortam mais do que muitas palavras… e as de sempre!
Nosso amor ao falecido se estende além da morte, o acompanhamos com nossa prece de sufrágio.

A Igreja Mãe e Mestra, em suas orações de sufrágio, lembra que a vida não termina, mas se transforma e prolonga na eternidade. Não há duas vidas, mas uma única que se eterniza, passando plea morte. Em Deus, continuamos unidos: os falecidos, vendo Deus face à face, e nós, conectados com Deus pela fé. Eles, cumprida sua missão no mundo, foram para a eternidade; e nós ainda estamos a caminho, vivendo a experiência humana, física, biológica, que termina com a morte. Uns chegam mais cedo, outros mais tarde; uns desta maneira, outros daquela.

Nossa partida vai acontecer: não sabemos quando, nem onde, nem como, quem será o próximo? Estamos na espera, não temos pressa. Estamos nas mãos de Deus, que nos conduz com sua providência nos caminhos da vida. Com a morte nascemos, ressuscitamos para a vida eterna, para o convívio com Deus para sempre. Nele somos, vivemos e nos movemos, agora e sempre. Portanto, haverá um reencontro de todos nós, filhos e irmãos na Casa do Pai.

A morte é a verdade mais verdadeira, a certeza absoluta. Para morrer basta estar vivo. A realidade da experiência comprova: é um infarto fulminante, um acidente fatal, tão comuns… Estejamos preparados! O acerto último de contas será entre nossa consciência e Deus misericordioso, que quer perdoar tudo, a todos e sempre. Com a vida que vivemos agora aqui no mundo, preparamos a eternidade que nos espera. Fazendo o bem e praticando boas obras, investimos em méritos para a eternidade.

Finados, momento e dia de saudade… Presença de ausentes, lembrança de mortos, talvez mais presentes que muitos vivos. É um lembrar-se de quem foi e um preparar-se de quem ainda vai. Fato mais certo e hora mais incerta. A morte imprevista, “fora de hora”, é inerente à condição humana de estar vivo.

Sem nada viemos ao mundo ao nascer, e nada levaremos ao partir para a eternidade. Acompanha-nos somente o mérito das boas obras praticadas com nossa fidelidade a Deus e o serviço aos irmãos. A irmã morte, na mística de São Francisco de Assis, nivela todos 7 palmos debaixo da terra. E aí, nada significam e valem: nossa classe social, os bens, o patrimônio e títulos acumulados. Convém fazer o bem, com os bens, granjeando méritos para a eternidade. Visitamos cemitérios com flores da saudade, com velas de ressurreição, com preces de amor e gratidão pelos falecidos. Porque procurar entre os mortos quem continua vivo na eternidade?

Houve santos que souberaram viver e morrer para se encontrar com Deus. São Francisco de Assis chama a morte de “Irmã, ostiária, porta do céu”; Santa Teresinha: “Não morro, mas entro no céu”; São Camilo: “Parto feliz para o céu”. Os santos do céu e as almas do Purgatório, que veneramos, intercedem junto de Deus por nós. Nossa prece de sufrágio pelos falecidos se destina às almas do Purgatório, em estágio de purificação, pois “nada de impuro entra no reino do céu”, como lemos na Bíblia (Ap 21,27).

Cremos na ressurreição de Cristo, na nossa e na de todos os homens. A Assunção de Nossa Senhora ao céu, de corpo e alma. É dogma de fé. Ela já está no céu, não mais ressuscitará.

Rezamos: “O Senhor é minha luz e salvação” (Sl 26/27). Ele, presente em nossa família enlutada, conforta quando diz: “Que o vosso coração não se perturbe, vós tendes fé em Deus, tende fé em Mim também, pois posso garantir-vos que na casa de meu Pai há muitas moradas” (Jo 14,1). Deus, no seu amor de Pai, quer todos nós ao seu redor no céu. Façamos o melhor pelos nossos falecidos hoje, para que, futuramente, outros façam o mesmo pelo nosso descanso eterno. A oração não é para o falecido, mas pelo seu descanso eterno. A oração não é ao falecido, mas pelo seu descanso eterno. Que Deus o tenha! Também a missa não é homenagem ao falecido, mas prece de sufrágio pela sua alma. Agradeçamos a Deus o privilégio de sua convivência, enquanto conosco esteve aqui no mundo.

Finalizo com uma palavra de conforto e de esperança às famílias enlutadas, fazendo-me um irmão solidário com todos neste momento de dor, de luto, de saudade pelo familiar falecido. E rezemos pelos nossos falecidos: que Deus os tenha!

Pe. Aloísio Knob,scj


DIA DE FINADOS NO SANTUÁRIO

No Dia de Finados, 02 de Novembro, todas as missas serão celebradas na intenção dos falecidos. No Santuário São Judas as “Missas da Esperança” serão nos horários de domingo, às: 7h, 8h30, 10h, 12h, 15h, 16h30, 18h e 19h30, todas na igreja nova. O atendimento de confissão, Secretaria Paroquial, velário e loja irão funcionar das 8h às 18h.


CEMITÉRIO DO CONVENTINHO

O Santuário São Judas Tadeu visitou em outubro o Convento Sagrado Coração de Jesus, mais conhecido como “Conventinho”, em Taubaté – SP. Entre os locais apresentados durante a visita, está o cemitério onde os religiosos dehonianos falecidos são enterrados.

Conversamos com o Frater Marcelo Lima de Souza,scj, responsável pelo cemitério, sobre todo o processo para o sepultamento, os cuidados, rituais e especialmente sobre a vida e a fé. Confira

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