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Perdas, todos as enfrentamos!

Quando pensamos no luto, automaticamente nos remetemos à morte, contudo o luto para a Psicologia é mais abrangente e vincula-se à perda, perda esta que pode ser em diversas áreas e fases de nossa vida. Alguns exemplos de perda podem ser: a morte, a demissão, a separação dos pais, mudanças de cidade levando ao distanciamento físico de pessoas queridas, términos de relacionamentos, perda de um animal de estimação, entre outros. Certamente a morte é o que causa uma maior e mais profunda dor, mas ainda assim não se pode negar o quanto toda e qualquer perda nos entristece e paralisa por algum tempo.

Vivenciar o processo de perda, nos propicia não somente tornarmo-nos mais fortes, mas nos permite olharmos ao nosso interior, conhecendo assim nossas fraquezas e limites diante da perda. Costumamos dizer que o processo de superação do luto é marcado por cinco grandes fases (estágios). São elas: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. Algumas vezes, estas fases se misturam e são vivenciadas ao mesmo tempo, sem nos permitir identificá-las com clareza. Além disso, a duração deste processo é bastante variável, pois isto depende de como cada indivíduo elabora a perda dentro de si.

A negação, primeiro estágio do processo do luto, bem como todos os outros pode durar minutos ou até mesmo anos, neste período a pessoa de fato não acredita que a perda ocorreu.

No estágio chamado de raiva, o indivíduo pode sentir raiva, não somente do que perdeu, mas da situação e também de quem partiu, tendo assim sentimentos conflitantes de dor, culpa, medo e raiva.

A fase nomeada de barganha é onde todos os sentimentos vividos na fase anterior não trouxeram alívio ou solução ao problema e com isso passamos a propor acordos aos envolvidos na situação, buscando reverter a perda. Nos casos de morte, questionamentos a Deus são comuns.

Quando atingimos o estágio da depressão, uma grande dor e tristeza nos aflige, fazendo com que fiquemos bastante isolados e chorando, mas é a partir deste momento que nos encaminhamos ao estágio final, chamado de aceitação.

Neste estágio da aceitação, a dor já é mais branda e com isso é possível ter uma compreensão da nova fase em que se encontra, para assim seguir adiante.

É importante ressaltar que nem todas as pessoas são capazes de externalizar o processo de luto, com isso, pode ser necessário ajuda psicológica para chegar à fase de aceitação, visto que o adoecimento pode ocorrer quando não elaboramos as perdas, pois toda perda pode gerar enfermidades psicológicas e/ou físicas quando não são superadas.

Dentro das questões psicológicas, sentimentos conflituosos de angústia e raiva são grandes constâncias e infelizmente enfermidades estão também vinculadas às perdas, tais como: depressão, ansiedade, síndrome do pânico, transtornos de ansiedade e estresse.

No campo físico, doenças como: baixa imunidade, infecções, problemas gástricos intestinais, problemas cardíacos, dores, insônia, perda e ganho de peso, entre outros, podem ser desenvolvidos devido à perda não elaborada. O apoio profissional e familiar ou de amigos para lidar com a perda é de extrema necessidade, pois é preciso vivenciar a dor, conversar com pessoas queridas para poder ser confortado, dar tempo a si mesmo, praticar atividades físicas para gastar energia e assim aliviar os pensamentos conflitantes típicos dessa fase, além de precisar dormir e alimentar-se adequadamente para não adoecer.

Por último, mas não menos importante, temos de pensar em todo o aspecto espiritual envolvido na perda, visto que dor e desespero podem nos aproximar ou nos afastar de Deus, pois, como mencionado acima, na fase de barganha fazemos questionamentos sobre as razões pela qual a perda ocorreu. Além disso, neste estágio fazemos propostas e promessas insensatas, buscando reverter a situação, sendo inclusive bastante comum culpar a Deus por toda a dor que se tem vivenciado.

Quando a perda é uma morte, temos rituais religiosos a seguir, como uma missa de corpo presente, de sétimo e trigésimo dia em memória do ente querido que partiu… Mas Deus pode nos confortar quando é outro tipo de perda? Sim, Deus pode e o faz o tempo inteiro.

Em nenhum momento Deus nos disse que nosso caminho seria apenas de flores e calmarias, mas disse que precisaríamos carregar a nossa cruz, e deste modo, enfrentarmos todas as adversidades que a vida nos propõe, incluindo a perda de um emprego, uma amizade desfeita, a separação de nossos pais ou de um casal que tínhamos como modelo, entre outras perdas, que nos mostra como na vida vivemos momentos dos quais não temos controle. A Palavra de Deus, em Hebreus 12, 7, nos diz: “Suportem as dificuldades, recebendo-as como disciplina”, e ainda em Provérbios 24, 10, nos recorda que se vacilamos no dia da dificuldade, nossa força será limitada.

Sim, momentos de perda nos ajudam a fortalecermos nosso interior e para isso devemos sempre ter em mente que em Salmos 55, 22 nos é dito que devemos entregar nossas preocupações ao Senhor, pois Ele nos sustentará, precisando assim que sejamos fortes e corajosos para superar a perda e finalmente aceitarmos que isto faz parte da vida de todos.

 

Monise Mattioti, Psicóloga Clínica Especialista em Ergonomia @psimonisemattioti

3 Comentários
  • Isolina Alves Inglez
    Postado em 10:58h, 17 agosto Responder

    Grande verdade
    Se pedimos forças ao Pai
    Ele sempre nos atende por amor a nós
    Jesus Manso e Humilde de coração ,fazei nosso coração semelhante ao vosso
    Amém 🙏🙏

  • Antonio Carlos Gottardo Ladeia
    Postado em 17:51h, 17 agosto Responder

    Jesus Maria e José Nossa Familia Vossa ê buscamos a consolação no Senhor
    Amém

  • Viviane Sartori
    Postado em 18:43h, 18 agosto Responder

    É verdade tudo isso. Eu creio em Deus
    Mas está muito difícil de aceitar a morte de meus pais. Éramos muito unidos todos . Fico muito triste e choro muito. Apesar de ter Deus no meu coração, ele sabe que não é fácil e sempre nos ajuda

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