O dia 28!

Fevereiro/2019

A Paróquia São Judas Tadeu completou 79 anos no último mês de Janeiro, iniciando a contagem regressiva para celebrar seu Jubileu de Carvalho em 2020. Todos esse tempo foi marcado por uma emocionante amizade dos fiéis ao Apóstolo e Mártir primo de Jesus, não só em Outubro, mas no dia 28, todos os meses do ano. São Judas Tadeu, que durante muito tempo foi confundido com Judas, o traidor, tornou-se muito querido no bairro do Jabaquara. Trouxe muito comércio e moradores para a região, desde o início, em 1940, quando o bairro nem era asfaltado.

Regina Zorzi, falecida em Outubro de 2015, foi funcionária da Paróquia São Judas por mais de 50 anos. Ela dizia que seus pais vieram morar próximo ao Santuário, pois sua mãe tinha problemas respiratórios e o local arborizado, foi recomendado pelo médico. Regina era muito jovem quando foi escolhida pelo padre para auxiliar nos trabalhos de Secretaria, dentre as moças que frequentavam a Legião de Maria, pois sabia datilografar. Começou como voluntária, marcando missas e preparando as certidões de batismo e casamento. Depois sua presença, que era eventual, tornava-se necessária e frequente. Foi uma das primeiras funcionárias da Paróquia, na década de 1950. Ela contava que, quando apareceram os bondes, os devotos começaram a vir de muito longe para visitar a Paróquia. Todo mês, em dia 28, os bondes chegavam lotados lá do centro da cidade e esvaziavam rapidamente ao parar em frente à igreja antiga.

Foi o primeiro vigário, Pe. João Büscher, quem sugeriu a veneração de São Judas Tadeu em cada dia 28, não só em Outubro pela Festa do Padroeiro. Os convites desse padre, chamando os fiéis, e a adesão do povo, fez a ideia pegar corpo. Praticamente desde a fundação da Paróquia, a cada dia 28, é dia de São Judas por aqui, sempre com maior número de devotos.

Em dia 28, a comunidade torna-se um local de peregrinação e romaria, com joelhos ao chão e orações fervorosas, especialmente no silêncio da igreja antiga.  Mesmo com tantas pessoas, não há aglomerações. E nesse clima, milagres acontecem: só Deus sabe quantas e tamanhas graças que Ele distribui por intercessão de São Judas Tadeu!

Os Sacramentos da Reconciliação (Confissão) e da Eucaristia, até hoje, atraem multidões nesses dias. Os padres que atendem às Confissões se revezam ininterruptamente, no Salão Dehon, por treze horas (das 6h às 19h). Histórias extraordinárias ficam apenas entre o confessor, o penitente e Deus. Enquanto isso, 11 missas são celebradas na igreja nova e as bênçãos distribuídas na Sala São Judas.

O fenômeno que aqui se registra de grande afluência de fiéis é exclusivamente religioso. Não houve aparição nem algo extraordinário aqui em tempo algum. Somente fé e gestos de gratidão! O encontro dos fiéis com a pessoa de Jesus é o foco e cuidado pastoral dos padres dehonianos, desde o início. Quem vem buscar São Judas, encontra Jesus Cristo e a sua Salvação: essa é a grande graça a celebrar, em dia 28, e sempre!

 

Priscila de Lima Thomé Nuzzi

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