Sete dores de Jesus em seus passos para a morte

1ª Pela agonia de Jesus no Horto Getsêmani (Lc 22,39-45).

39.Conforme o seu costume, Jesus saiu dali e dirigiu-se para o monte das Oliveiras, seguido dos seus discípulos.40Ao chegar àquele lugar, disse-lhes: Orai para que não caiais em tentação.41Depois se afastou deles à distância de um tiro de pedra e, ajoelhando-se, orava:42Pai, se é de teu agrado, afasta de mim este cálice! Não se faça, todavia, a minha vontade, mas sim a tua.43Apareceu-lhe então um anjo do céu para confortá-lo.44Ele entrou em agonia e orava ainda com mais instância, e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra.45Depois de ter rezado, levantou-se, foi ter com os discípulos e achou-os adormecidos de tristeza.

2ª Pela condenação de Jesus e seu silêncio (Jo 19, 7-11).

  1. Responderam-lhe os judeus: Nós temos uma lei, e segundo essa lei ele deve morrer, porque se declarou Filho de Deus.8Estas palavras impressionaram Pilatos.9Entrou novamente no pretório e perguntou a Jesus: De onde és tu? Mas Jesus não lhe respondeu.10Pilatos então lhe disse: Tu não me respondes? Não sabes que tenho poder para te soltar e para te crucificar?11Respondeu Jesus: Não terias poder algum sobre mim, se de cima não te fora dado. Por isso, quem me entregou a ti tem pecado maior.

3ª Pela flagelação de Jesus (Mt 27, 25-31).

  1. E todo o povo respondeu: Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos!26 Libertou então Barrabás, mandou açoitar Jesus e lhe entregou para ser crucificado.27 Os soldados do governador conduziram Jesus para o pretório e rodearam-no com todo o pelotão.28 Arrancaram-lhe as vestes e colocaram-lhe um manto escarlate.29 Depois, trançaram uma coroa de espinhos, meteram-lhe na cabeça e puseram-lhe na mão uma vara. Dobrando os joelhos diante dele, diziam com escárnio: Salve, rei dos judeus!30 Cuspiam-lhe no rosto e, tomando da vara, davam-lhe golpes na cabeça.31 Depois de escarnecerem dele, tiraram-lhe o manto e entregaram-lhe as vestes. Em seguida, levaram-no para o crucificar.

4ª Pela coroação de espinhos em Jesus (Mc 15, 16-20).

  1. Os soldados conduziram-no ao interior do pátio, isto é, ao pretório, onde convocaram toda a corte.17 Vestiram Jesus de púrpura, teceram uma coroa de espinhos e a colocaram na sua cabeça.18 E começaram a saudá-lo: Salve, rei dos judeus!19 Davam-lhe na cabeça com uma vara, cuspiam nele e punham-se de joelhos como para homenageá-lo.20 Depois de terem escarnecido dele, tiraram-lhe a púrpura, deram-lhe de novo as vestes e conduziram-no fora para o crucificar.

5ª Pelo peso da Cruz carregado em Suas costas (Lc 14,25-27; 23,23-24.26-32).

14,25 Uma grande multidão seguia Jesus. Voltando-se, disse-lhes:26Se alguém vem a mim e se não me ama mais que seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos, suas irmãs e até a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.27E quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo.

23,23Mas eles instavam, reclamando em altas vozes que fosse crucificado, e os seus clamores recrudesciam.24Pilatos pronunciou então a sentença que lhes satisfazia o desejo.26Enquanto o conduziam, detiveram um certo Simão de Cirene, que voltava do campo, e impuseram-lhe a cruz para que a carregasse atrás de Jesus.27Seguia-o uma grande multidão de povo e de mulheres, que batiam no peito e o lamentavam.28Voltando-se para elas, Jesus disse: Filhas de Jerusalém, não choreis sobre mim, mas chorai sobre vós mesmas e sobre vossos filhos.29Porque virão dias em que se dirá: Felizes as estéreis, os ventres que não geraram e os peitos que não amamentaram!30Então dirão aos montes: Caí sobre nós! E aos outeiros: Cobri-nos!31Porque, se eles fazem isto ao lenho verde, que acontecerá ao seco?32Eram conduzidos ao mesmo tempo dois malfeitores para serem mortos com Jesus.

6ª Pelas três quedas de Jesus (Is 53,1-5 e Jo 8,3-9).

1 Quem poderia acreditar nisso que ouvimos? A quem foi revelado o braço do Senhor?2Cresceu diante dele como um pobre rebento enraizado numa terra árida; não tinha graça nem beleza para atrair nossos olhares, e seu aspecto não podia seduzir-nos.3Era desprezado, era a escória da humanidade, homem das dores, experimentado nos sofrimentos; como aqueles, diante dos quais se cobre o rosto, era amaldiçoado e não fazíamos caso dele. 4 Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado. 5 Mas ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniquidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos curados graças às suas chagas.

3 Os escribas e os fariseus trouxeram-lhe uma mulher que fora apanhada em adultério. 4 Puseram-na no meio da multidão e disseram a Jesus: Mestre, agora mesmo esta mulher foi apanhada em adultério. 5 Moisés mandou-nos na lei que apedrejássemos tais mulheres. Que dizes tu a isso? 6 Perguntavam-lhe isso, a fim de pô-lo à prova e poderem acusá-lo. Jesus, porém, se inclinou para a frente e escrevia com o dedo na terra. 7 Como eles insistissem, ergueu-se e disse-lhes: Quem de vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra. 8 Inclinando-se novamente, escrevia na terra. 9 A essas palavras, sentindo-se acusados pela sua própria consciência, eles se foram retirando um por um, até o último, a começar pelos mais idosos, de sorte que Jesus ficou sozinho, com a mulher diante dele.

7ª Pela Sagrada Morte de Jesus (Jo 19, 28-34).

28 Em seguida, sabendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir plenamente a Escritura, disse: Tenho sede.29Havia ali um vaso cheio de vinagre. Os soldados encheram de vinagre uma esponja e, fixando-a numa vara de hissopo, chegaram-lhe à boca.30Havendo Jesus tomado do vinagre, disse: Tudo está consumado. Inclinou a cabeça e rendeu o espírito.31Os judeus temeram que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque já era a Preparação e esse sábado era particularmente solene. Rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados.32Vieram os soldados e quebraram as pernas do primeiro e do outro, que com ele foram crucificados.33Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas,34mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água.

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