
Maio é para nós católicos, um tempo especial para nos aproximarmos daquela que é a mulher mais célebre de toda história, a Mãe de Jesus e esposa de José. O Diretório sobre piedade popular e liturgia, sinaliza que, a tradição de celebrar o mês mariano em maio, no Ocidente, remonta ao final do século XVI.
Santa Teresinha do Menino Jesus, certo dia, afirmou: “Para que um sermão sobre a Santa Virgem traga frutos, ele precisa mostrar sua vida real, tal como o Evangelho a faz entrever, e não sua suposta vida.” Apesar de os Evangelhos não nos apresentar nada de seus pais, nem de seu nascimento ou do seu encontro com José, Maria não foi e não é uma mulher sem passado. Teve uma história silenciosa porque nunca desejou ser o centro das atenções.
Os evangelistas Mateus e Lucas são os que mais falam sobre a Virgem. Segundo estudiosos, Mateus dedica a ela 17 versículos dos 1068 que comporta seu Evangelho. Aparentemente bem pouco. Será, então, Maria uma personagem de pouco interesse para os autores bíblicos? Certamente a resposta é não. Na verdade, o interesse bíblico não é mostrar uma biografia da Virgem Mãe de Deus, mas sim, como ser presença fecunda e ativa mesmo sem “notoriedade”.
Em um mundo como nosso, entender tal realidade parece-nos difícil, pois sempre escutamos por aí: “quem não é visto, não é lembrado.” Não foi assim com Maria. Esta mulher brilhou, é a vestida de sol (cf. Ap 12, 1), é Estrela do Mar, um brilho e graça vindos de Deus: “Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está contigo! Encontraste graça junto a Deus” (Cf. Lc 1,26-30).
O que observamos é que, sem Ela, a história seria diferente. Quantos hinos, cânticos, poemas e até lendas! Quantas invocações! Quantas meninas e meninos tomam seu nome! Recordamos alguns santos: Santo Afonso Maria de Ligório, Santa Margarida Maria, São João Maria Vianney, São Maximiliano Maria Kolbe, etc. Ela nos encantou com sua vida e beleza. Como reza o salmo: “De tua beleza se encantará o rei” ( Sl 44, 12). Ela é a iluminadora dos homens, pois é assim que traduz seu nome Mariám: a iluminadora.
Concluo este pequeno texto perguntando-me: O que mais escrever sobre “a mãe do meu Senhor”? O que mais poderia dizer eu? Utilizo as belas palavras de São Máximo, o Confessor, para contestar: “O tempo é exíguo para relatar as grandezas e elogios da nossa toda bem-aventurada e toda gloriosa Rainha… e mesmo que as línguas dos anjos e dos homens se unissem, elas não seriam capazes de louvá-la e glorificá-la de maneira digna e apropriada (…).
Por isso rogo para que todos os amigos de Deus e fiéis em Cristo, sempre se reúnam, adornados de zelo e de desejo pelas virtudes espirituais, para realizar a salmodia e o louvor divino, pois ela é verdadeiramente grande e gloriosa e adornada de todas as maneiras, grandes milagres e mistérios divinos se cumpriram nela.” Que todos os filhos e filhas de Maria tenham um proveitoso mês de maio!
Pe. Erick Max Humberto, scj, Assessor Vocacional da Província BSP